IABAS assume gestão do CER II Tucuruvi


em 05/03/2018

O ano de 2018 trará muitas novidades para a atuação do IABAS em São Paulo, e a primeira delas é a assunção do Centro Especializado em Reabilitação (CER) II Tucuruvi, na Zona Norte. Desde o dia 19 de fevereiro, a unidade já conta com colaboradores e gestão do instituto. A principal mudança com a chegada do IABAS será o crescimento do número de atendimentos do CER.

Isso será possível devido ao incremento do corpo de profissionais, além da permanência daqueles que já atuavam na unidade, vinculados à administração direta da Prefeitura. Ao todo, serão cerca de 30 colaboradores no local. Até a chegada do IABAS, por exemplo, o CER II Tucuruvi não contava com médicos próprios. Agora, são quatro: neurologista adulto e pediátrico, e mais dois ortopedistas.

CER

“A unidade tem em torno de 200 pacientes em atendimento por mês, mas, com a chegada desses colaboradores, é possível atender bem mais”, calcula a supervisora do CER Tucuruvi, Rosemary Haberland. “Com a assunção do IABAS e a chegada dos novos profissionais, vamos crescer bastante”. Além dos médicos, o atendimento de reabilitação será realizado por fisioterapeuta, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, psicólogo, técnico de Enfermagem, assistente social e enfermeiro.

Segundo Juliana Brasil, apoiadora dos programas gerenciados pelo IABAS, a expectativa, devido às suas características, é de que o CER atenda usuários de todo o território de Santana, Tucuruvi, Jaçanã e Tremembé. Entre os diferenciais da unidade, está a existência de uma sala específica para os treinos de atividade de vida diária e de um espaço específico para sinesioterapia. A unidade é um dos três polos da cidade onde há mutirão de cadeira de rodas e é referência para o fornecimento de órteses e próteses.

Neste semestre, o CER passará também a oferecer hidroterapia. “Com isso, ele será referência para toda a cidade, não apenas para o território”. Atualmente, o único serviço do tipo vinculado à prefeitura de São Paulo está localizado em M’Boi Mirim, na Zona Sul.

Agora, antecipa a Rosemary, o desafio é reforçar o trabalho com a rede de saúde da região para garantir a ampliação do acesso. Atualmente, a maior parte dos usuários é adulto. “Mas a gente sabe que está numa região de exclusão e vulnerabilidade que, com certeza, tem bebês de risco. Então, a gente vai intensificar o trabalho que já existia para que cheguem mais casos”.

Cuidado é focado em usuários com deficiência física e intelectual

A estrutura do CER II Tucuruvi é focada no perfil de atendimento que a unidade realiza: usuários com deficiência física e intelectual. Os trabalhos de habilitação e reabilitação realizados na unidade possibilitam o desenvolvimento de habilidades funcionais das pessoas com deficiência, com foco na promoção de autonomia e independência.

Cada usuário do CER é tratado de acordo com seu Projeto Terapêutico Singular (PTS). Ele é desenvolvido pela equipe e abrange não somente as necessidades clínicas do usuário, mas também o contexto em que ele está inserido.

“Os usuários começam o tratamento por uma avaliação multiprofissional em reabilitação. Isso já vai mudando o olhar dos profissionais e promove o olhar da integralidade. São observadas as necessidades que o paciente tem: a ideia é olhar tudo, não só as necessidades de reabilitação, mas as necessidades sociais e de inclusão”, explica a supervisora do CER Tucuruvi, Rosemary Haberland.

As ações de reabilitação têm maior ou menor intensidade frequência de acordo com a necessidade de cada caso. O modo de atendimento também varia: pode ser individual, em grupo e em oficinas terapêuticas. E tempo de permanência no tratamento também depende da necessidade da pessoa.

Dentro do seu perfil de atendimento, há casos que são prioritários para o tratamento no CER II Tucuruvi: recém-nascidos de risco ou criança com atraso de desenvolvimento, adultos com deficiência adquirida há até um ano (acidente vascular cerebral, traumatismo cranioencefálico e paralisia facial, por exemplo), síndromes, casos pós-cirúrgicos, principalmente ortopédicos, pós-fraturas e casos crônicos agudizados (dor crônica como lombalgia e artroses em fase aguda de dor).