UBS da Zona Norte ralizam Dia de Luta das mulheres


em 13/03/2018

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Usuárias e colaboradoras das UBS Jardim Fontális e Vila Nova Galvão se reuniram na tarde do dia 8 para o I Encontro de Luta para o Fortalecimento das Mulheres da Zona Norte. A atividade, em celebração ao Dia da Mulher, foi promovida pelas duas unidades em parceria com o Centro de Integração da Cidadania (CIC) Norte. Cerca de 100 pessoas participaram do evento.

“Essa roda de conversa foi pensada para lembrar que o Dia da Mulher é mais que apenas homenagens. É um dia para trazer a importância da luta por direitos”, afirma a supervisora da UBS Jardim Fontális, Karen Ferreira. Na programação, houve debates, ações em saúde, com aferição de pressão arterial, glicemia capilar, teste rápido para HIV e sífilis e homenagem às líderes na comunidade.

Por serem duas unidades próximas, a proposta de unificar as ações tem o intuito de fortalecer o intercâmbio entre usuários e de estreitar a relação entre os colaboradores.

De acordo com Karen, falar sobre os direitos da mulher é de grande importância para as duas unidades pelas características da área. “Este é um território que tem um índice alto de violência contra a mulher e de gestações não desejadas. Isso porque as mulheres não estão empoderadas sobre o direito que têm sobre os próprios corpos”.

Isso faz com que as ações de conscientização sejam muito necessárias para alterar a realidade da região, ressalta Mara Fragoso, supervisora da UBS Vila Nova Galvão. “Queremos colocá-las para pensar. O nosso território é fértil, mas a ideia não é disseminada. Por isso, precisamos nos unir”.

A assistente social da UBS Vila Nova Galvão, Ana Cleonice de Araújo, apresentou ao grupo o trabalho do Núcleo de Prevenção à Violência (NPV). “A violência não é só uma questão de polícia, mas da sociedade como um todo”. Nas unidades de saúde, ela ressalta, todos os profissionais devem estar preparados para acolher vítimas de violência.

Lúcia Thomé Reinert, defensora pública do Estado, destaca a importância da criação de uma rede de apoio para dar mais segurança e força às mulheres. “Quando a mulher se empodera, ela consegue sair de uma realidade de violência, mas não é fácil. Por isso, é importante que a gente se ajude e procure fortalecer a rede”.