IABAS entrevista: Ana Célia dos Santos


em 04/10/2018

ana_celia_ubs_republica

Há seis anos, Ana Célia dos Santos é Agente Comunitária de Saúde (ACS) na UBS República, no Centro de São Paulo. Ela, que nunca antes tinha pensado em trabalhar na área da saúde, hoje sente que encontrou um ofício do qual se orgulha.

Os ACS desempenham um papel indispensável na Atenção Básica, pois é o membro da equipe de Estratégia Saúde da Família que faz parte da própria comunidade, permitindo a criação e o fortalecimento de vínculos entre usuários e o cuidado em saúde.

No mês em que é comemorado o Dia Nacional do Agente Comunitário de Saúde, o IABAS em Pauta conta a história de Ana como uma homenagem aos 2592 representantes da categoria que compõem o IABAS em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Como foi começar a trabalhar como ACS?
Eu fiquei sabendo por um antigo ACS que a unidade estava com processo seletivo aberto e me inscrevi. Antes, já tinha trabalhado em várias coisas, mas nunca na área da saúde: fui babá, recepcionista, atendente de telemarketing… A principio, tive que passar por uma adaptação, mas depois achei mais tranquilo que as rotinas anteriores.

Qual atividade da sua rotina de ACS você mais gosta?
Gosto mais das visitas. Cada casa onde a gente entra é uma visita diferente, principalmente quando são idosos. Vamos fazer uma pergunta, e eles nos contam a vida inteira. É uma troca de experiências grande, aprendemos muito todo dia.

O que é mais recompensador no seu trabalho?
Quando a gente percebe que o nosso trabalho faz a diferença, nos sentimos recompensados. Sentimos que realmente estamos fazendo a diferença na vida de alguém. Na área administrativa, a gente não vê isso de perto, não vê um resultado. Quando vemos que nossas atitudes fazem diferença na vida do paciente, principalmente num momento em que ele está em mais dificuldade, vemos o quando é importante o trabalho. É um trabalho de formiguinha, mas quando eles nos contam como era antes do nosso cuidado, vemos que muita coisa na vida dele mudou com a nossa ajuda.

Tem algum caso que tenha te marcado?
A dona Rita. Ela é uma senhora hipertensa. Quando fizemos o cadastro dela, ela já tinha tido três AVC, estava acamada. Só o marido cuidava, com todo carinho, mas não estava dando conta. Agora, fazemos visita duas vezes por semana com a técnica de Enfermagem para trocar os curativos. Ela passou a ser atendida também pelo Emad, recebeu acompanhamento da nutricionista. Antes, não tinha ninguém pra ajudar. Agora, o marido já pode descansar um pouco, pelo menos quando estamos lá. Ele diz que nós somos os anjos da guarda. É muito bom ouvir isso.

Como você se sente sendo ACS?
Eu tenho orgulho de ser ACS. Finalmente vejo o me trabalho valendo a pena e fazendo a diferença na vida das pessoas.