Tablets auxiliam o trabalho de ACS em São Paulo


em 26/11/2018

A mochila cheia de papelada, as anotações em caderninhos e as horas gastas para organizar as informações coletadas pelos agentes comunitários de saúde (ACS) no Centro e na Zona Norte de São Paulo estão ficando para trás. Agora, os profissionais de 56 equipes de Estratégia Saúde da Família gerenciadas pelo IABAS fazem tudo isso – e mais – usando tablets.

A implantação da ferramenta está sendo concluída neste semestre, com instalação dos equipamentos, atualização dos cadastros e treinamento dos profissionais para o uso do sistema nos computadores e tablets. Ao todo, são 342 ACS usando a tecnologia, cada um responsável pelo cuidado de até 200 famílias. Assim, mais de 270 mil pessoas devem ser beneficiadas com a nova ferramenta.

A primeira vantagem do uso dos tablets pode ser percebida nas visitas domiciliares, uma das principais rotinas dos ACS. Cadastros, registro de orientações e anotação dos dados sobre os usuários são algumas das tarefas realizadas, agora, em tempo real. O auxílio da tecnologia torna as visitas mais humanizadas e objetivas, já que o profissional tem mais tempo para dedicar ao paciente ao invés da burocracia.

Para Jéssica Sabino, agente comunitária há dois anos na UBS Nossa Senhora do Brasil, a mudança trará bons frutos. “Nosso trabalho fica bem mais produtivo. Antes, perdíamos muito tempo fazendo trabalho administrativo, mexendo em papéis”. Supervisora da unidade, Evelyn Costa conta da expectativa que os profissionais tinham pela nova ferramenta. “Muitos comentam: ‘Ainda bem que não vamos mais ter que andar com essa mochila!’. Até a qualidade de vida deles, enquanto trabalhadores, melhora”.

O uso dos tablets irá facilitar a identificação de visitas prioritárias, aponta Elizabete Mitsue, coordenadora de Atenção Básica do IABAS. “Além disso, o profissional terá acesso, em tempo real, ao cadastro do usuário, permitindo agilidade na avaliação do histórico do monitoramento e da adesão e também a realização de orientações correlatas à saúde do indivíduo”.

Com os equipamentos, ressalta Elizabete, os apontamentos ganharão mais qualidade e confiabilidade, possibilitando análises fidedignas dos dados e uma continuidade efetiva do cuidado. Antes, as análises dependiam das anotações em papel. “Agora, vai ser possível implementar planos de ação com maior especificidade, gerando séries históricas comparativas que permitirão o direcionamento da gestão do serviço”.

A partir disso, será possível realizar intervenções específicas por meio de visitas domiciliares, indicação de grupos de promoção e prevenção, oferta de consultas a partir da realidade e individualidade do usuário e acompanhamento e monitoramento das patologias crônicas.