Clipping 07/05/2015


em 07/05/2015

Aplicativo pode ajudar usuários a atingir a sua meta diária de vitamina D, dizem pesquisadores
Estudo publicado em periódico médico indica que o app Vitamin D Calculator indica adequadamente a ingestão da substância pelos seus usuários

RIO — Aplicativos para smartphones voltados para a saúde de seus usuários são um fenômeno. Atualmente, cerca de 17 mil desses serviços estão disponíveis em lojas virtuais, e são utilizados por mais de 500 milhões de pessoas em todo o mundo. E, de acordo com um grupo de pesquisadores da Universidade de Guelph, no Canadá, ao menos um deles pode trazer benefícios reais para a vida dos seus usuários, ajudando-os a atingir a sua cota diária de vitamina D, substância importante para saúde imunológica e óssea.

Publicado no periódico “Journal of Nutrition Education and Behavior”, o estudo canadense analisou a eficiência do app Vitamin D Calculator, cuja proposta é permitir que seus usuários estimem a sua ingestão de vitamina D e cálcio a partir de alimentos e multi vitaminas, e a sua obtenção por meio de exposição ao Sol.

Para isso, 25 homens e mulheres entre 18 e 25 anos utilizaram o aplicativo por três dias, registrando os alimentos e bebidas com vitamina D e cálcio ingeridos, além das suas horas sob o Sol.

Depois desse período, as pessoas tiveram que relatar as mesmas informações oralmente aos pesquisadores, que perceberam que a estimativa feita pelo aplicativo sobre a ingestão das substâncias pelos participantes do estudo era significativamente semelhante àquela relatada por eles, comprovando a eficiência do Vitamin D Calculator.

— Esse aplicativo pode ser uma ferramenta útil para que usuários monitorem a sua dieta — afirmou Samantha Goodman, pesquisadora chefe do estudo. — O app representa uma ferramenta valiosa que nutricionistas podem utilizar para aconselhar pacientes a aumentar a sua ingestão de vitamina D e cálcio.

Atualmente, a média da ingestão de vitamina D pelos adultos canadenses está abaixo do que a recomendada pela comunidade médica desde 2004 — entre 204 e 232 de U.I (Unidade internacional) por dia, quando o ideal seriam 600 U.I por dia.

No entanto, os pesquisadores ressaltam que, apesar do resultado, estimativas sobre a ingestão de vitaminas D não são necessariamente iguais ao status dessa substância no corpo de uma pessoa. Além disso, um monitoramento mais prolongado pode dar um panorama mais adequado sobre a ingestão dessa vitamina pelas pessoas.

O GLOBO, 07.05.2015

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Comum em fios e moedas, cobre pode ser nova arma contra a dengue
Metal impede a eclosão dos ovos do ‘Aedes aegypti’. Pesquisadores brasileiros querem pôr material em vasos de plantas

RIO — O cobre, amplamente utilizado na confecção de moedas e fios condutores, pode ser uma nova arma no combate à dengue. Pesquisadores das Universidades Federais da Grande Dourados (UFGD) e do Matos Grosso do Sul (UFMS) estão testando o uso de compostos organometálicos com o material para impedir a proliferação do Aedes aegypti. Conhecidas como metalo-inseticidas, essas substâncias estão se provando eficazes no retardo do ciclo reprodutivo do mosquito, impedindo a eclosão de ovos e eliminando suas larvas.

— O cobre tem um impacto sobre as populações de Aedes aegypti. Estudos anteriores mostram que regiões de alta produção do metal têm baixa incidência do mosquito — diz Lincoln Oliveira, professor do departamento de Química da UFMS. — Dependendo da concentração, ele impede que os ovos se desenvolvam e mata as larvas pela destruição do sistema digestivo do inseto.

A pesquisa brasileira não é a primeira a considerar o metal para o combate ao vetor da dengue. Em 2011, cientistas da Universidade de Kobe, no Japão, publicaram estudo propondo o uso de fios de cobre e até moedas para reduzir os custos dos programas do governo da Indonésia no controle do Aedes aegypti. Testes de laboratório indicaram que a imersão de 533 gramas de fios de cobre em caixas d’água de 200 litros, comuns em banheiros naquele país, eram suficientes para mantê-las livres do mosquito.

Por aqui, os pesquisadores propõem uma abordagem diferente: em vez do uso do cobre puro, ele é misturado com ligantes orgânicos que também ajam sobre o mosquito, como derivados da castanha de caju.

— Nós potencializamos o poder do cobre sobre o Aedes aegypti — explica Eduardo José de Arruda, professor da UFGD e líder das pesquisas. — Nós reduzimos a concentração necessária para o combate ao mosquito para menos de um miligrama por litro.

Dessa forma, explica o pesquisador, os efeitos dos metalo-inseticidas sobre a saúde humana e o meio ambiente são praticamente nulos. O cobre é considerado elemento essencial para o homem, com recomendação de ingestão de aproximadamente 2 mg/dia, mas em excesso ele pode ser danoso. As plantas também absorvem a substância.

O próximo passo é descobrir uma forma de liberar o composto, de forma gradual e no longo prazo, em ambientes propícios para servirem de criadouro para o mosquito. Uma das opções em teste é a adição do metalo-inseticida na composição de artefatos cerâmicos, como vasos e pequenas pedras para serem espalhadas em jardins. A ideia é que a substância seja liberada aos poucos quando em contato com a água.

— O mosquito não tem origem urbana, mas ele se tornou “amigo” do homem. Praticamente todos os criadouros são residenciais, muitas vezes ligados à jardinagem — diz Arruda, para justificar a escolha do meio para a dispersão do cobre.

Essas peças já estão em fase de testes. Caso tenham a eficácia comprovada, vasos de planta e outros equipamentos de jardinagem que ajudem no combate à dengue poderão estar disponíveis já para a próxima temporada de chuvas.

Segundo Arruda, o metalo-inseticida em teste é considerado um produto verde, de baixo impacto, e já tem liberação do Ministério da Agricultura.

Esta semana, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, confirmou que o país vive uma epidemia de dengue. Até o dia 18 de abril, o número de casos confirmados ultrapassou os 745 mil, aumento de 234% em relação ao mesmo período no ano passado. A situação é mais grave nos estados do Acre, Tocantins, Rio Grande do Norte, São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul e Goiás.

 O GLOBO, 07.05.2015

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Estudo consegue reverter resistência de bactérias a antibióticos
Método matemático poderia ajudar a combater o problema mundial dos micro-organismos super-resistentes

Um grupo de matemáticos e biólogos se juntou para atacar um problema crescente no mundo: as bactérias resistentes a antibióticos. Num estudo publicado nesta quarta-feira na versão on-line da revista científica “PLOS ONE”, eles descrevem um mecanismo capaz de anular a resistência destes micro-organismos. Os pesquisadores das universidades da Califórnia e Americana garantem terem tido bons resultados ao tentarem controlar as bactérias com 15 famílias de antibióticos, inclusive a penicilina.

A partir de modelos matemáticos complexos, eles usaram a técnica de rotação de antibióticos, que se baseia na remoção ou substituição de um determinado agente em intervalos pré-definidos para prevenir ou reverter o desenvolvimento de resistência dos organismos.

— Cientistas agora têm muitas informações, mas têm que aprender a dar sentido a elas. A matemática ajuda a interpretar os dados, descobrir padrões e dar luz às aplicações médicas — afirmou a matemática Kristina Crona, da Universidade Americana, uma das autoras do estudo.

A resistência ao antibiótico é uma parte natural da evolução da bactéria. Para compensá-la, alguns médicos já costumam tratar infecções numa unidade de saúde intensiva reduzindo, trocando ou descontinuando o uso de diferentes antibióticos para mantê-los eficazes em curto prazo. Mas administrar a resistência das bactérias é extremamente difícil, porque elas evoluem rapidamente.

 O GLOBO, 07.05.2015

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Rótulos deverão ter informações mais detalhadas sobre alimentos alergênicos
Texto proposto em audiência pública inclui destaque para látex e derivados de ingredientes que provocam alergias

BRASÍLIA – A pressão popular sobre a inserção de ingredientes alergênicos nos rótulos dos alimentos parece ter surtido efeito. Catorze meses após o início da campanha #poenorotulo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fez, nesta quarta-feira, uma audiência pública com indústria, médicos, ativistas da causa e mães de filhos alérgicos aos principais componentes de ovo, leite, soja, trigo, peixe, crustáceos amendoim e oleaginosas para debater a questão.

O próximo é apresentar o texto proposto durante a audiência à Diretoria Colegiada da Anvisa, para torná-lo uma norma. A expectativa é que o assunto se resolva ainda no primeiro semestre deste ano. A proposta é que as empresas terão o prazo de um ano para adaptar os rótulos.

A Anvisa propõe uma lista de oito alimentos que terão indicação de forma destacada e obrigatória: castanhas, peixe, crustáceos, soja, leite, ovo, trigo e outros cereais e amendoim. Outra novidade é a inclusão do látex no conjunto de ingredientes que receberão destaque nos rótulos. Isso porque, segundo o órgão, a substância tem um alto potencial alergênico e é adicionada intencionalmente em determinados tipos de alimento como a goma de mascar. O látex também pode estar presente em alimentos por conta do uso de embalagens com esta substância.

A proposta também prevê que os rótulos indiquem a presença do alimento, mesmo que o ingrediente utilizado seja um derivado do alimento original. Por exemplo: se o alimento contém “caseína”, o rótulo terá que alertar o consumidor sobre a presença do leite, já que a caseína é uma proteína do leite. De acordo com a equipe técnica da Anvisa, não se encontrou nenhuma referência segura que garantisse que derivados do alimento original não provocam alergias.

— Nosso balanço é positivo — conta a advogada Cecília Cury, coordenadora da campanha #poenorotulo, que reforçou na reunião a importância da rotulagem dizendo que já há condições de fazer isso, e inclusive uma maturidade observada internacionalmente. — Percebemos a Anvisa sensível ao tema e à urgência de fazer a rotulagem, ainda que haja pedidos da indústria quanto à não rotulagem de óleo de soja e gelatina de peixe, sob o argumento que apenas uma minoria sofreria reação. Mas estamos aqui justamente para proteger as minorias.

Ela critica, por exemplo, a saída do glúten dessa discussão. Alimentos continuarão tendo “contém/ não contém glúten”. Porém, mas os “traços” e a quantidade do ingrediente no produto não serão incluídos no rótulo.

 O GLOBO, 07.05.2015

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Descobertos micróbios que representam ponto-chave na evolução da vida na Terra 

RIO — Todos os seres vivos mais complexos da Terra, sejam fungos, plantas ou animais, são em geral compostos por conjuntos de células conhecidas como eucarióticas. Elas têm núcleo definido, onde fica guardado seu DNA, e diversas organelas (pequenos órgãos) dentro de uma membrana, com vários formatos e funções diferentes. Seriam os seres eucariontes.

Mas a vida no planeta teria começado de forma bem mais simples. Com micro-organismos unicelulares, isto é, de apenas uma célula, em que seu material genético “flutua” livre em seu interior — onde também estão presentes apenas algumas poucas organelas essenciais. Essas células seriam conhecidas como procarióticas, daí tais seres unicelulares serem chamados procariontes.

O modo como os complexos seres eucariontes teriam evoluído a partir dos simples procariontes é até hoje objeto de intensos debates entre os cientistas. Mas esse mistério começa a ser solucionado com a recente descoberta de uma nova linhagem de micróbios que representariam o “elo perdido” entre os dois.

Encontrada em amostras de sedimentos colhidas junto a fontes hidrotermais a mais de dois mil metros no fundo do Oceano Ártico, entre a Noruega e a Groenlândia, esta linhagem de micróbios, batizada provisoriamente de Lokiarchaeota, ou apenas Loki, tem características de procariontes, como a falta de um núcleo definido, mas também algumas de eucariontes, ficando no meio do caminho entre ambos. Seu nome é uma referência tanto à região da cordilheira oceânica onde foram achados, o Castelo de Loki (que por sua vez lembra o deus nórdico associado à travessura e ao caos), quanto ao domínio taxonômico Archaea, cuja descoberta e classificação, nos anos 1970, pelo renomado biólogo Carl Woese já tinham surpreendido a comunidade científica.

QUEBRA-CABEÇA COM PEÇAS FALTANDO

Na época, Woese mostrou que, embora simples e pequenos como as bactérias, organismos procarióticos “típicos”, os integrantes do Archaea eram mais próximos dos eucariontes do ponto de vista filogenético (que analisa a história evolutiva de uma espécie). Com isso, passou-se a dividir a chamada “árvore da vida” na Terra em três ramos principais — os domínios Bacteria e Archaea, ambos com seres procariontes e unicelulares, e o Eukaryota, que abrange os reinos de vegetais, animais, fungos, algas e protozoários, sendo que estes dois últimos também podem ser unicelulares. E teve início a discussão se os seres mais complexos do planeta teriam de fato evoluído a partir dos Archaea, separando-se deles por volta de dois bilhões de anos atrás, e, se sim, como.

— O quebra-cabeça da origem das células eucarióticas é extremamente complicado, com muitas peças ainda faltando — destaca Thijs Ettema, pesquisador da Universidade de Uppsala, na Suécia, e líder da equipe de cientistas responsável pela descoberta, relatada na edição desta semana da revista “Nature”. — Esperávamos que os Loki revelassem mais algumas peças deste quebra-cabeça, mas, quando obtivemos os primeiros resultados, não podíamos acreditar no que estávamos vendo. Os dados eram simplesmente espetaculares. Ao estudar seu genoma, descobrimos que os Loki representam uma forma intermediária entre as células simples dos micróbios e os complexos tipos de células dos eucariontes.

Segundo os pesquisadores, a análise do DNA da nova linhagem de micróbios mostrou que ela tem mais de 150 genes para a produção de proteínas que até agora eram consideradas exclusivas da biologia dos eucariontes. Esses genes permitiriam aos Loki construir um esqueleto celular (citoesqueleto) com base na proteína conhecida como actina, erguendo e demolindo membranas para separar as diferentes organelas e promover o transporte interno de substâncias, para se remodelar e mudar de formato e potencialmente também para capturar material de seu ambiente via processos de endocitose ou fagocitose (em que as células “engolem” partículas do meio externo), funcionalidades antes só vistas em células eucarióticas.

O ‘SEQUESTRO’ DAS MITOCÔNDRIAS

E é principalmente por esta teórica capacidade de realizar a fagocitose que os Loki são suspeitos de representar um ponto-chave no caminho da vida entre os procariontes e os eucariontes. Pelas teorias mais aceitas atualmente, as mitocôndrias, organelas que só existem nas células eucarióticas (e não estão presentes nos Loki), seriam resultado da evolução de bactérias “sequestradas” do ambiente pelas precursoras dos seres eucariontes.

— Descobrimos que os Loki dividem muitos genes únicos com as células eucarióticas, o que sugere que a complexidade celular emergiu cedo na evolução dos eucariontes — explica Anja Spang, também pesquisadora da Universidade de Uppsala e coautora do artigo na “Nature”.

Para Alexandre Rosado, professor e ex-diretor do Instituto de Microbiologia Paulo de Góes da UFRJ, o achado é de grande importância para a ciência.

— De fato, tínhamos uma lacuna muito grande na compreensão deste ponto da evolução na vida da Terra — diz Rosado. — Era mesmo um elo que estava faltando. Esta descoberta vai ser uma revolução gigante no nosso entendimento desse processo.

Mas, para determinar se os Loki têm mesmo capacidades parecidas com as só vistas nas células eucarióticas, os cientistas ainda precisam estudar diretamente esses organismos. Isto porque, para descobri-los, eles usaram modernas técnicas de um campo recente da ciência conhecido como genômica computacional, com a qual extraíram todo o DNA existente na pequena amostra de sedimento do fundo do mar que tinham em mãos e depois reconstruíram estes dados genéticos para verificar quais micro-organismos estavam presentes nela.

— Não sabemos nem quão grandes os Loki são — reconhece Ettema.

Agora, com novas amostras dos sedimentos, os cientistas precisam replicar o ambiente onde esses micro-organismos vivem, sob o frio e a alta pressão do fundo do mar, e descobrir do que se alimentam para poder cultivá-los e observá-los diretamente, além de procurar por outros “parentes” da linhagem que estejam ainda mais próximos das células eucarióticas.

— Estou convencido de que teremos que rever nossos livros de biologia mais amiúde no futuro próximo — diz Ettema.

EXTRA, 07.05.2015

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Estresse dos enfermeiros prejudica atenção a pacientes
Segundo pesquisa da Fiocruz, 66% dos profissionais sofrem com desgaste

Rio – Essenciais nas ações de saúde, profissionais de enfermagem, no Brasil, sofrem com más condições de trabalho, violência e desvalorização. Estudo da Fiocruz mostra que 66% dos trabalhadores estão com desgaste e 19,4% relatam situação violenta no local de atuação. Estas realidades podem prejudicar o atendimento aos pacientes.

“O desgaste impacta no atendimento. Quando o profissional está infeliz, ganhando pouco, sem condições legais de trabalho e sem se sentir valorizado, é natural que o desgaste ocorra. Não gostaria de apresentar um dado desse, mas é a realidade”, aponta a coordenadora-geral do estudo e pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública, Maria Helena Machado.

Jorge Luiz Lima, pesquisador da área de saúde do trabalhador e professor da Universidade Federal Fluminense, lembra que o profissional que sofre com o desgaste não apresenta condições de se dedicar integralmente ao trabalho. “Por mais que queira fazer um trabalho bem feito, a pessoa não consegue dar 100% da energia — é como se estivesse anestesiada”.

Os dados são do ‘Perfil da Enfermagem no Brasil’, feito por iniciativa do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) com auxiliares, técnicos em enfermagem e enfermeiros de todo o país. A pesquisa, lançada ontem em Brasília, foi feita por meio de questionários com 36 mil pessoas, mas os dados são representativos aos 1,6 milhão de profissionais da área no Brasil.

Cerca de 50% afirmaram não serem tratados com cordialidade pelos pacientes, e o mesmo percentual disse que não conta com local para descanso no setor onde atua. Entre os que responderam sofrer violência, 66% apontaram que a agressão é psicológica. Maria Helena afirma que os profissionais se sentem desprotegidos no local de trabalho e que os insultos partem da população.

“A violência não é entre os profissionais, mas de usuários que chegam ao serviço furiosos por não conseguirem o atendimento que acham que deveriam ter. Daí descontam nos profissionais”, explica. “Muitos são mulheres e estão na linha de frente do atendimento”.

O DIA, 07.05.2015