Clipping 10/05/2015


em 10/05/2015

Cuidados desde a gestação aos 2 anos são os mais importantes da saúde do bebê

Campanha chama a atenção para a importância desse período na vida da criança e lança aplicativo para orientar famílias

RIO – Os primeiros 1.000 dias de um bebê são determinantes para sua saúde pelo resto da vida, e por isso será tema de campanha que começa, neste domingo, Dia das Mães. O período compreende desde o início da gestação até os 2 anos da criança. Cuidados na gravidez, no aleitamento materno, na alimentação, na vacinação e no desenvolvimento infantil são essenciais e podem repercutir no futuro do bebê.

A campanha “Toda gestação dura 1000 dias” contará com um aplicativo, que estará disponível a partir do dia 18 para IOS e Android. Ele foi desenvolvido pela Pastoral da Criança, coordenadora do projeto junto com a TV Globo, para, além de dar dicas úteis, ajudar a entidade a monitorar gestantes em condições de vulnerabilidade.

Qualquer mãe com acesso à internet poderá se cadastrar e receber mensagens de acordo com o tempo de gestação ou a idade do bebê após o nascimento, até que a criança complete o segundo ano de vida. Quem baixar o aplicativo terá a oportunidade de acompanhar, semana a semana, o desenvolvimento gestacional e demais informações que fazem a diferença no crescimento da criança.

BAIXO PESO

O baixo peso é um dos problemas que bebês podem enfrentar, e uma das principais pesquisas sobre o assunto foi desenvolvida pelo médico e pesquisador inglês David Barker. Seus estudos revelaram que pessoas que nascem com baixo peso têm maior risco de desenvolver doenças do coração, colesterol, diabetes, obesidade, pressão alta, problemas no funcionamento dos rins, osteoporose, entre outras doenças. Nos últimos 20 anos, apesar da queda da mortalidade infantil, aumentou o número de bebês nascendo com peso baixo (com menos de 2,5 kg) e prematuros.

 O GLOBO, 10.05.2015

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‘O glúten na dieta’ será tema de debate do GLOBO
Especialistas falarão sobre intolerância e doença celíaca em evento gratuito na próxima quarta-feira

RIO – De poucos anos para cá, aquela palavra que não passava de letrinhas miúdas nas embalagens de alimentos ganhou uma enorme popularidade. O glúten virou alvo de dietas, livros, exames, estudos e falas de celebridades. E, ao mesmo tempo que se tornou o novo vilão da alimentação saudável, mais pessoas descobriram ter intolerância ou reações alérgicas a essa proteína. Porém, no final das contas, as consequências dele para a saúde geram várias dúvidas e, por isso, será tema da próxima edição dos Encontros O GLOBO Saúde Bem-Estar.

— Com a maior divulgação, a facilidade de testes de diagnóstico e talvez até pela maior exposição a produtos com glúten, estamos vivendo uma explosão de pessoas com intolerância — comenta o cardiologista Cláudio Domênico, curador dos Encontros, que acrescenta. — Discute-se até se a genética das plantas também não vem mudando no sentido de provocar o aumento dessa reação no organismo das pessoas.

O debate será realizado na Casa do Saber O GLOBO, na próxima quarta-feira, dia 13, às 17h, e contará com a participação do gastroenterologista Eduardo Lopes Pontes e da nutricionista Virgínia Nascimento, além da mediação da editora de Saúde do jornal, Viviane Nogueira.

DIFICULDADE PARA NOTAR SINTOMAS

Cláudio Domênico explica que um dos pontos centrais dos especialistas durante o evento será orientar como identificar se a pessoa tem alguma sensibilidade ao glúten, já que há níveis e tipos de resistência à proteína, que está presente, especialmente, no quarteto trigo, centeio, cevada e aveia.

— Enquanto a doença celíaca é uma condição grave e mais facilmente diagnosticada, os sintomas da intolerância são muito vagos e inespecíficos, que podem estar relacionados a outras doenças — afirma Domênico. — Por isso, diz-se que a hipersensibilidade é uma epidemia silenciosa.

Estima-se que 1% da população mundial tenha doença celíaca, que é um problema autoimune e geralmente se manifesta ainda na infância. No Brasil, são em torno de dois milhões de pessoas, embora muitos não tenham diagnóstico. Trata-se de uma inflamação do intestino delgado, que interfere na absorção desse nutriente e causa sintomas como diarreia crônica, vômitos, fortes dores abdominais e desnutrição, entre outros problemas.

Enquanto isto, mais de 10% dos indivíduos podem ter algum nível de intolerância ou sensibilidade ao glúten, cujos sintomas são geralmente parecidos à doença celíaca clássica, porém menos intensos. Como é mal digerido por essas pessoas, seu consumo provoca gases, distensão abdominal, dores de estômago e de cabeça. Domênico cita ainda sintomas como queda de cabelo, rinite, sinusite e coceiras, reforçando que nem sempre são sinais do trato digestivo e, por isso, a confusão.

Em ambos os casos, o único tratamento é retirar a proteína da alimentação diária. No caso dos celíacos, uma fatia de pão já pode desencadear crises; já nos demais, os sintomas nem sempre são tão imediatos.

— A medicina quase sempre trata doenças usando remédios, mas neste caso vale a frase: “faça do alimento o seu remédio”, ou seja, o importante é ficar longe do glúten — destaca Domênico.

INFORMAÇÕES NOS RÓTULOS

Hoje, há mais interesse de empresas em investir em linhas de produtos sem glúten. Porém, associações de celíacos e intolerâncias lutam para que as informações sobre o glúten sejam mais detalhadas nos rótulos dos alimentos. Eles pedem a órgãos como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que acrescentem nas embalagens informações como “traços de glúten”, além do nível da proteína presente no produto, já que, para algumas pessoas, o mínimo contato com o nutriente já pode desencadear crises.

Semana passada, o tema entrou em audiência pública na Anvisa, mas por enquanto não haverá mudanças. O órgão explica que o glúten entrará em outra agenda regulatória ainda a ser discutida.

As inscrições gratuitas do evento s são realizadas pelo e-mailencontros_oglobo@oglobo.com.br e estão sujeitas à lotação do espaço. Se não for possível comparecer, há ainda a chance de enviar perguntas para o mesmo e-mail. Cinco delas serão escolhidas para serem respondidas pelos especialistas e divulgadas junto com a reportagem sobre o evento, a ser publicada no domingo seguinte, dia 17, no jornal e no site do GLOBO.

 O GLOBO, 10.05.2015

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Procura por lipo na bochecha aumenta nos consultórios médicos 

Um novo tipo de lipo vem fazendo sucesso nos consultórios de cirurgia plástica. Rápida e de fácil recuperação, a redução das bochechas, cujo nome técnico é bichectomia, consiste na retirada de uma porção de gordura chamada “bola de Bichat”, que fica no canto externo da boca. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, apenas este ano, já foram realizadas 120 cirurgias desse tipo no país.

O procedimento, que custa entre R$ 5 mil e R$ 9 mil, demora, em média, 40 minutos, e é realizado com anestesia local e sedação opcional.

— A cirurgia é feita a partir de um pequeno corte, de dois a três centímetros, na altura do canino, por dentro da boca. Identificada a bola de gordura, retiramos o excedente. Os pontos são dados dentro da boca e saem naturalmente — explica o cirurgião plástico e diretor médico da Clínica Vitée, Ricardo Cavalcanti.

A bichectomia é procurada por mulheres que têm a face mais arredondada, diminuindo o volume entre a maçã do rosto e a mandíbula. O rosto fica mais definido e fino.

— Procurei o cirurgião porque queria fazer uma plástica nos olhos. O tamanho da minha bochecha sempre me incomodou, mas eu não sabia que essa cirurgia era possível. Depois que fiz, as pessoas perguntavam quantos quilos eu tinha emagrecido. Adorei! — contou a empresária Fernanda Sader, de 54 anos.

Segundo os médicos, após o procedimento, a região fica levemente inchada e um pouco dolorida. A recuperação ocorre em cerca de dez dias.

O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional São Paulo, Fernando de Almeida Prado, alerta que é preciso procurar um profissional que tenha experiência na área, para não lesionar o ducto parotídeo, canal que transporta saliva, nem algum nervo, o que pode levar à paralisia facial.

Celebridades recorreram à técnica

Apesar de recente no Brasil, o procedimento de redução das bochechas é feito há 40 anos nos Estados Unidos. No mundo das celebridades, Madonna teria sido a primeira a se submeter à cirurgia. A atriz Angelina Jolie e a socialite Kim Kardashian também recorreram à técnica. E os homens também estão entrando no clima.

— Sem dúvida, as mulheres são a maioria dos pacientes. Mas a clientela masculina também cresce muito. A diferença é que ainda há uma resistência. Eles não assumem que fazem — diz o cirurgião Ricardo Cavalcanti.

EXTRA, 10.05.2015

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Especialistas afirmam que colorir em grupo proporciona bem-estar e reduz o estresse 

Se colorir livros é bom para aliviar o estresse de adultos, fazer a atividade em conjunto pode ser melhor ainda. Especialistas atestam os benefícios que a brincadeira coletiva traz para a saúde mental. E os coloridores parecem já ter percebido isso: vêm se reunindo, cada vez mais, em grupos — tanto em mesas de livrarias como nas redes sociais. A Livraria da Travessa já organizou, este ano, encontros no Rio e em São Paulo. No Facebook, são ao menos dez comunidades com milhares de perfis, tutoriais, dicas de compra de materiais e exposição de trabalhos.

A troca de experiências entre coloridores amplia a rede de relacionamentos e proporciona a sensação de bem-estar, explica a psicóloga da Faculdade Medicina de Petrópolis Camila Aloisio Alves:

— Os encontros promovem sensação de pertencimento e sociabilidade. É bom conhecer pessoas que compartilham interesses, gera prazer.

Colorindo há três semanas, a jornalista Maria Clara Tavares, de 23 anos, conheceu as publicações de pintar por amigos nas redes sociais. Ela e a irmã compraram o livro e agora pintam juntas:

— Como não moramos juntas, nos encontramos de vez em quanto para colorir. Quando vou para o meu livrinho, fico por horas.

Irmã de Maria Clara, a analista de tecnologia da informação Juliana Tavares, de 27 anos, apesar da falta de tempo, tenta praticar.

— Pinto uma vez por semana. Nesses momentos, vi que o livro realmente cumpre a proposta de relaxar e distrair.

A atividade diminui a ansiedade, exercita a criatividade e estimula a coordenação. O neuropsiquiatra do Hospital Adventista Silvestre Sander Fridman confirma o ganho.

— Essa tarefa faz com que a pessoa não pense nos problemas, pois está focada em algo diferente. A tranquilidade é obtida pela distração.

Para a psicóloga, os benefícios são grandes para quem tem uma vida agitada:

— As pessoas estão conectadas e com informações o tempo todo. A atividade manual é uma oportunidade de focar a atenção.

COMO PARTICIPAR

Redes Sociais

No Facebook, o grupo “Jardim Secreto e Floresta Encantada” reúne quase 30 mil pessoas, que trocam dicas de material e fotos. Há outras páginas com o mesmo objetivo.

Encontro

Já o grupo do Facebook “Jardim Secreto…” marcou um encontro de colorir para o próximo sábado, às 16h, no Largo de São Francisco, Centro do Rio.

Livraria da Travessa

Um encontro está sendo marcado para o fim do mês. Ainda não está definido em que lojas ocorrerá. O convite será feito pelas redes sociais.

Tutoriais

Um dos vídeos de tutoriais de colorir mais acessados no Youtube é o da artista plástica Gina Pinadache. O site dela mostra diferentes técnicas para pintura dos livros (www.ginapafiadache.com).

 EXTRA, 10.05.2015