Clipping 13/05/2015


em 13/05/2015

Selfie de mulher com câncer de pele viraliza ao alertar sobre perigos de bronzeamento artificial
Tawny Willoughby, de 27 anos, usava o aparelho uma média de quatro a cinco vezes por semana

RIO – A americana Tawny Willoughby, 27 anos, recebeu elogios de usuários do Facebook de diferentes nacionalidades depois que ela compartilhou uma imagem chocante que mostra seu tratamento contra o câncer de pele. A enfermeira diz, na publicação, que quer alertar outras pessoas sobre os perigos de câmaras de bronzeamento artificial.

Tawny postou a foto no Facebook e escreveu: “Se alguém precisar de um pouco de motivação para não deitar em uma câmara de bronzeamento e no sol aqui vamos nós”.

O selfie, compartilhado mais de 57 mil vezes, mostra Tawny durante um tratamento usando um creme imiquimode para combater a forma mais comum de câncer de pele, o carcinoma basocelular (CBC).

Na sua página da rede social, ela explicou que como a maioria de seus amigos, ela cresceu com uma câmara de bronzeamento artificial em sua própria casa, no Alabama, e durante o ensino médio usou o aparelho uma média de quatro a cinco vezes por semana.

Ela disse que ela teve seu primeiro diagnóstico de câncer de pele aos 21 anos, e nos seis anos seguintes teve CBC cinco vezes e carcinoma de células escamosas uma vez.

A cada seis meses a um ano, ela visita o dermatologista e “geralmente tem um câncer de pele removido a cada check-up”, mas acrescentou que ela estava agradecida por nunca ter tido um melanoma – tipo de câncer de pele mais grave que pode se espalhar para outros órgãos no corpo.

“Isto é com o que o tratamento do câncer de pele se parece”, disse ela. “Use protetor solar e obtenha um spray de bronzeamento. Você só tem uma pele e você deve cuidar dela. Aprenda com os erros de outras pessoas. Não deixe que seu bronzeamento lhe impeça de ver seus filhos crescerem. Esse é o meu maior medo agora que eu tenho um garotinho de dois anos.”

Tawny disse que desde que a imagem se tornou viral muitas pessoas entraram em contato com ela para dizer que nunca iriam usar a câmara novamente – e até mesmo algumas pessoas de sua cidade que estavam jogando fora o equipamento.

“Obrigada a todos por compartilharem meu post”, disse ela. “Eu realmente esperava para mudar a opinião de pelo menos uma pessoa sobre bronzeamento/cuidados com a pele/protetor solar”.

 O GLOBO, 13.05.2015

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Cientistas espanhois removem a ‘imortalidade’ das células de câncer
Pesquisa publicada nesta quarta abre caminho para uma nova abordagem na luta contra a doença

RIO – Cientistas do Centro Nacional de Pesquisas Oncológicas da Espanha (CNIO) conseguiram remover a “imortalidade” das células de câncer, em um avanço que representa uma possível nova abordagem no desenvolvimento de tratamentos contra a doença. Segundo eles, seu trabalho mostra pela primeira vez que os telômeros – estruturas encontradas no fim dos cromossomos que ajudam a proteger a integridade do DNA, como os plásticos adesivos na ponta de cadarços de sapatos – podem ser um alvo efetivo na luta contra o câncer. Ao bloquearem uma das proteínas responsáveis pela “reconstrução” dos telômeros nas células cancerosas, chamado TRF1, eles conseguiram grandes melhoras no estado de camundongos que sofriam com câncer no pulmão.

Ao se dividir, uma célula precisa duplicar seu material genético, o DNA, acondicionado nos cromossomos em seu núcleo. Mas, devido ao modo como o DNA é replicado, o fim de cada cromossomo não pode ser refeito completamente. Como resultado, os telômeros ficam mais curtos a cada divisão celular, e quando ficam curtos demais as células param de se dividir e eventualmente morrem.

Este fenômeno é conhecido há tempos pelos especialistas, assim como o fato dele normalmente não ser visto em células cancerosas, que parecem proliferar sem limites, constantemente se dividindo sem que seus telômeros fiquem mais curtos. Segundo os cientistas, por trás desta “imortalidade” das células cancerosas está a ação da enzima telomerase, que ajuda a reconstruir os telômeros quando as células se dividem. Em células saudáveis, a produção de telomerase é eventualmente interrompida após sua divisão, mas nas cancerosas ela continua, permitindo que seus telômeros sejam totalmente “consertados” e elas se dividam indefinidamente.

Diante disso, uma possível estratégia contra o câncer é inibir a ação da telomerase nas células dos tumores. E embora esta abordagem tenha sido testada anteriormente, os resultados não foram promissores, pois os telômeros das células cancerosas só ficaram mais curtos após várias divisões, ou seja, seu efeito não foi imediato. Assim, os cientistas espanhóis decidiram também ter como alvo os telômeros, mas com uma abordagem diferente.

Os telômeros são formados por centenas de repetições de uma mesma sequência de DNA unidas por um complexo de seis proteínas chamadas “shelterinas” (referência à palavra em inglês shelter, que significa “abrigo”, “proteção”). Então, no lugar de atacar diretamente a telomerase, os cientistas espanhóis resolveram bloquear a ação de apenas uma das shelterinas, a TRF1, e assim destruir os escudo de proteção dos telômeros das células cancerosas. Esta abordagem nunca tinha sido tentada anteriormente devido aos temores de efeitos tóxicos, já que as shelterinas estão presentes tanto nas células tumorais quanto nas saudáveis.

– É difícil encontrar drogas que interfiram na ação de proteínas que se ligam ao DNA e há a possibilidade de que drogas que tenham como alvo os escudos dos telômeros sejam muito tóxicas. Por estas razões, ninguém tinha explorado esta opção antes, embora ela faça muito sentido – diz Maria Blasco, líder do grupo de pesquisas sobre telômeros e telomerase do CNIO e principal autora de artigo sobre o estudo, publicado nesta quarta-feira no periódico científico “EMBO Molecular Medicine”.

Segundo os pesquisadores, porém, o bloqueio da TRF1 provocou apenas pequenos efeitos tóxicos enquanto impediu o crescimento de um tipo muito agressivo de câncer no pulmão dos camundongos.

– A remoção da TRF1 induziu uma aguda desagregação dos telômeros, que resultou na senescência (envelhecimento) e morte das células (cancerosas) – afirma Blasco. – Observamos que esta estratégia mata células cancerosas eficientemente e interrompe o crescimento dos tumores com efeitos tóxicos toleráveis.

No estudo, os cientistas espanhóis inibiram a ação da TRF1 tanto geneticamente, removendo o gene dos camundongos, quanto quimicamente, administrando compostos da coleção de drogas desenvolvidas e mantidas pelo Programa de Terapias Experimentais do CNIO. Estes compostos, incluindo o inibidor batizado como ETP-470037, podem servir como ponto de partida para a indústria farmacêutica desenvolver novos remédios contra o câncer, em especial para os tipos que atualmente não contam com nenhuma opção de tratamento.

– Demonstramos que é possível encontrar potenciais drogas capazes de inibir a TRF1 que têm efeitos terapêuticos quando administradas oralmente em camundongos – diz Blasco. – Agora estamos procurando parceiros na indústria farmacêutica para levar esta pesquisa a estágios mais avançados no desenvolvimento de remédios.

 O GLOBO, 13.05.2015

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Cinta modeladora usada por famosas como Kim Kardashian pode enfraquecer músculos e até causar flacidez, alertam especialistas

Depois da socialite Kim Kardashian, Renata Frisson, a Mulher Melão, também revelou que a cinta modeladora é sua maior aliada na busca por uma cinturinha de pilão. A funkeira afirmou que há quatro meses vem usando um modelo importado dos EUA e que, desde então, perdeu quatro centímetros de cintura. Especialistas negam, porém, a eficácia do produto e alertam para os riscos de seu uso exagerado.

— Para afinar e perder cintura, só dieta e exercícios. Não condeno a cinta, mas também não atribuo a ela essa mágica toda — atesta a fisioterapeuta Renata Freitas, da Associação dos Fisioterapeutas do Estado do Rio de Janeiro.

Ela explica que a cinta modeladora impede que o abdômen realize seu movimento muscular natural. Por isso, o uso por mais de quatro horas pode causar fraqueza nos músculos e efeito contrário: a tão temida flacidez na barriga. Fazer exercícios e dormir com qualquer tipo de cinta também são hábitos contraindicados, pois atrapalham essas contrações do músculo.

O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica João Prado Neto também desaconselha o uso: mudar a forma comprimindo alguma parte do corpo não traria nenhum resultado expressivo:

— É uma compressão momentânea. O resultado desaparece em seguida. A crença do consumidor nesse tipo de produto precisa acabar.

Ele explica que o efeito das cintas ocorre no pós-operatório. Elas são usadas para acomodar tecidos descolados, por exemplo. A dermatologista Gabriella Correa, da Sociedade de Dermatologia do Rio de Janeiro, esclarece que existem tecnologias que auxiliam na perda de gordura, mas a cinta não cumpre essa função:

— Não tem como afinar a cintura sem perder gordura. 

EXTRA, 13.05.2015

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Ministério da Saúde aponta Rio como uma cidade ‘hipertensa’
Segundo dados divulgados na terça-feira, quase um terço dos cariocas sofre de pressão alta

Rio – Entre os cariocas, quase um terço tem hipertensão. A prevalência de pessoas com o problema na capital do Estado do Rio chega a 28%, segunda maior taxa do país, atrás apenas de Porto Alegre (29%). Um dos principais causadores da doença é o alto consumo de sódio. Os dados foram divulgados, nesta terça-feira, pelo Ministério da Saúde. A taxa nacional é de 25%.

De acordo com Deborah Carvalho Malta, diretora de Doenças e Agravos Não Transmissíveis e Promoção da Saúde do ministério, uma das justificativas para a cidade do Rio estar no topo é o alto índice de pessoas idosas. “A hipertensão é uma doença crônica, cuja prevalência aumenta de acordo com a idade”, explica.

Cláudia Ramos, coordenadora de Saúde da Família da Secretaria Municipal de Saúde, acrescenta que, além do fácil acesso ao diagnóstico, os maus hábitos típicos dos moradores de grandes cidades interferem no surgimento da doença. Ela cita que sedentarismo e grande consumo de alimentos processados favorecem o mal.

Em relação ao combate à hipertensão, diz Cláudia, o principal desafio é a adesão ao tratamento. “O mais difícil é o paciente mudar os hábitos, começar a se exercitar e parar de fumar”, cita. “Muitos interrompem por conta própria o medicamento, porque não têm mais sintomas da hipertensão”, disse, acrescentando que o remédio é grátis.

Segundo a pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), entre as mulheres brasileiras a prevalência é de 26,8%, enquanto a média total é de 25%. Isso ocorre porque elas procuram mais as unidades de saúde e são mais diagnosticadas.

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SOPA DE PACOTE

Levantamento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mostra que a sopa em pó é o alimento que mais contém sódio. São 3.861 mg a cada 100 gramas de produto.

MACARRÃO INSTANTÂNEO

Ele é o segundo produto com maior quantidade de sódio, de acordo com a Anvisa: são 1.881 mg a cada 100 g de produto. A agência chegou a encontrar marcas com 2.385 mg / 100g.

MASSAS EM GERAL

Elas têm 1.752 mg de sódio a cada 100g. E poderia ser pior: de 2011 a 2014, 7.652 toneladas da substância foram retiradas pela indústria brasileira de alimentos de seus produtos, graças a compromisso firmado pelas empresas com o Ministério da Saúde.

BISCOITO DE POLVILHO

Na 2ª etapa do Plano Nacional de Redução de Sódio em Alimentos Processados, com dados divulgados ontem, foram retirados 5.793 toneladas de sódio em produtos, como biscoito. No de polvilho, são 1.517 mg de sódio/100g.

SALGADINHOS

A meta do ministério é que até 2020 as indústrias retirem 28.562 toneladas de sal do mercado brasileiro. Biscoitos salgados têm 1.051mg de sódio/100g.

O DIA, 13.05.2015

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Cuba e EUA desenvolvem vacina promissora contra o câncer de pulmão
Pesquisa já mostrou que a imunização tem baixa toxicidade e que é relativamente barata

RIO – Cuba e EUA se reaproximam para uma parceria após 55 anos de hostilidade: os países passarão a desenvolver juntos uma promissora vacina contra o câncer de pulmão inventada pelos cubanos, a Cimavax.

Um grupo de cientistas norte-americanos do Instituto do Câncer Roswell Park finalizou um acordo com o Centro Cubano para Imunologia Molecular com o objetivo de aprimorar o produto. Pretendem, com isso, começar os testes clínicos, e obter sua aprovação pela FDA, o órgão federal americano que regulamenta medicamentos e alimentos.

“A oportunidade de avaliar uma vacina como essa é uma perspectiva muito emocionante”, diz Candace Johnson, CEO de Roswell Park, ao site “Wired”.

Segundo a publicação, Candace está esperançosa, uma vez que a pesquisa até agora mostra que a vacina tem baixa toxicidade e é relativamente barata de produzir e armazenar. O Centro Cubano para Imunologia Molecular entregará a Roswell Park toda documentação (como é produzida, dados de toxicidade, resultados de ensaios anteriores) para uma aplicação da FDA.

A porta voz afirmou que espera obter a aprovação para testar a Cimavax dentro de seis a oito meses, e começar os ensaios clínicos em um ano.

UM DÓLAR POR VACINA

Os pesquisadores trabalharam durante 25 anos no desenvolvimento do produto para que o Ministério da Saúde cubano a disponibilizasse em 2011, com cada aplicação custando cerca de um dólar para o governo.

Em 2008, um teste apontou que pacientes com a doença que receberam a injeção viveram de quatro a seis meses mais que os que não receberam. Após a publicação desses resultados, o Japão e alguns países da Europa também começaram a realizar testes clínicos da Climavax há alguns anos.

A imunização procura uma proteína que os tumores produzem e que circula no sangue, em vez de atacá-los diretamente. Assim, estimula o corpo a liberar anticorpos contra um fator de crescimento epidérmico que, normalmente, estimula o crescimento celular e que pode também estimular a expansão do câncer. Com essa ação, a enfermidade se torna controlável mesmo em um estágio relativamente avançado.

A equipe pretender testar o uso da vacina, que também poderá ser uma alternativa para outros tipos de câncer, como uma intervenção preventiva.

 O GLOBO, 13.05.2015

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Dormir muito não significa ser saudável

 Novas pesquisas têm mostrado que dormir muito –mais que nove horas– pode ser tão ou até mais prejudicial do que dormir pouco –menos que seis horas.

Um estudo publicado no periódico “Neurology” apontou que pessoas que relataram dormir mais do que oito horas tiveram aumento de 46% no risco de sofrer AVC, quando comparadas àquelas que relataram dormir de seis a oito horas.

Entre aquelas que relataram dormir menos do que seis horas, o aumento foi de 18% (estatisticamente não significativo, segundo os autores).

Os pesquisadores estudaram 9.692 pessoas entre 42 e 81 anos que não tinham sofrido AVC antes de seu relato.

Os mecanismos da associação entre dormir muito e os riscos à saúde ainda não são totalmente conhecidos, mas os pesquisadores acreditam que a necessidade de um longo período de sono pode ser um sinal precoce de desregulação no cérebro e risco de sofrer AVC no futuro.

Para Yue Leng, uma das autoras do trabalho, uma possibilidade é que essa desregulação esteja ligada a problemas no fluxo sanguíneo.

Estudos experimentais poderão explicar melhor essa relação, ainda desconhecida.

Em um comentário sobre o artigo, também na “Neurology”, Camila Hirotsu, pesquisadora do Departamento de Psicobiologia da Unifesp, faz a ressalva de que muitas pessoas tendem a superestimar seu período de sono –elas não dormem tanto assim.

Elas podem estar levando em conta, por exemplo, o horário em que vão para a cama, em vez do horário em que efetivamente pegam no sono.

Como a pesquisa americana se baseia em relatos, isso seria um ponto fraco dos dados. Além disso, parte dos dorminhocos pode ter apneia obstrutiva do sono, que é um fator de risco para doenças cardiovasculares.

A apneia é caracterizada por pausas respiratórias durante o sono que provocam pequenos despertares, não percebidos pelo paciente.

“A pessoa acorda irritada e sente sonolência durante o dia inteiro”, diz Mônica Andersen, professora da Unifesp. “O sono é interrompido, e, como a pessoa fica com sonolência muito grande, dorme em qualquer lugar que encosta. O tempo total de sono é até aumentado”, diz Camila.

Um estudo epidemiológico realizado em 2007 na cidade de São Paulo, com 1.042 pessoas que foram avaliadas por questionários e polissonografias, apontou que 33% dessa população tinha apneia obstrutiva do sono.

A apneia é, segundo Geraldo Lorenzi Filho, presidente da Associação Brasileira do Sono, o distúrbio do sono que mais acomete o sistema cardiovascular. Podem acontecer mais de 30 pausas por hora. Essa situação é perigosa porque obriga o coração a fazer mais esforço, e o estado de falta de oxigênio é muito deletério para o cérebro.

Outros estudos associam longos ou curtos períodos de sono com outras doenças, como diabetes e obesidade.

Alterações no sono são prejudiciais porque o sono é fundamental para o organismo. “É um momento de descanso, importante para a reorganização do cérebro”, diz Lorenzi.

FOLHA DE SÃO PAULO, 13.05.2015

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 Indústrias retiram 7 mil toneladas de sódio dos alimentos
Dado se refere ao intervalo entre os anos de 2011 e 2014; meta até 2020 é que sejam retiradas 28.562 toneladas da substância

BRASÍLIA – O Ministério da Saúde divulgou nesta terça-feira, 12, o resultado do acordo feito em 2011 com a Associação das Indústrias da Alimentação (Abia) para redução de sódio nos alimentos. Segundo os dados, entre 2011 e 2014, a diminuição atinge 7.652 toneladas. A meta até 2020 é que sejam retiradas 28.562 toneladas.

De acordo com o ministério, as maiores taxas de diminuição foram feitas nos rocamboles (21,1%), bolo aerado (16,6%) e maionese (16,23%), bolos prontos sem recheio (15,8%) e bolos prontos com recheio (15%). As menores foram no biscoito salgado (5,8%), mistura para bolo cremoso (5,9%), biscoito recheado (6,48%), salgadinho de milho (9,4%) e biscoito doce (11,41%). Batata frita e batata palha tiveram redução de 13,71%.

O levantamento se refere à segunda etapa do Plano Nacional de Redução de Sódio em Alimentos Processados. Nesta etapa, foram analisados biscoitos, bolos, maioneses e snacks (salgadinhos de milho).

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, comemorou o resultado, mas disse que é preciso diminuir o consumo nas escolas. “Não adianta comemorarmos a retirada de mais de 5 mil toneladas de sódio se não tivermos capacidade de trabalhar na alimentação, na merenda escolar e na retirada do saleiro da mesa.” Segundo Deborah Malta, diretora do ministério, mais da metade da população idosa diz ter pressão alta. “Por isso a redução do sódio é tão benéfica.”

Já o presidente da Abia, Edmundo Klotz, afirmou que a indústria busca, depois que a meta for obtida, substituir o consumo do sal doméstico. “A primeira fase é a retirada do sódio e a segunda, a substituição.”

O levantamento mostra que, em 2013, 95% dos 839 produtos analisados, de 69 empresas, conseguiram reduzir o teor de sódio da composição. Aquelas que não conseguiram obter o resultado esperado foram notificadas pelo ministério.

A próxima etapa do pacto será em 2016, quando serão avaliados margarina, hambúrguer, empanados e salsichas. Na primeira fase, em 2011, a queda foi de 1.859 toneladas. Foram abordados macarrão instantâneo, pão de forma e bisnaguinha.

Cuidados. Diminuir o consumo de sal deve ser uma meta trabalhada desde a infância, segundo o cardiologista e especialista em hipertensão do Hospital do Coração (HCor) Celso Amodeo. “A criança deve ser educada comendo pouco sal. O problema é que, para muitas famílias, é mais fácil dar dinheiro para ela comprar algo na cantina do que preparar um lanche.”

Amodeo explica que não é necessário abolir o ingrediente da alimentação. “O sal faz parte do nosso organismo, mas acabamos comendo mais do que precisamos. O ideal é consumir quatro a cinco gramas por dia.”

A hipertensão costuma ser o problema de saúde mais citado quando se fala em doenças ligadas ao consumo excessivo de sódio, mas outras complicações podem aparecer. “Além das doenças cardiovasculares, tem a osteoporose, doenças renais, câncer de estômago e até catarata.”

ESTADO DE SÃO PAULO, 13.05.2015