Hospital Adão Pereira Nunes qualifica pediatras do futuro


em 09/08/2017

O Dia do Pediatra é comemorado no dia 27 de julho. A data foi instituída em 1910 pela Sociedade Brasileira de Pediatria como forma de homenagear o profissional que tanto contribui para o desenvolvimento saudável da criança, principalmente nos primeiros anos de vida.

O HEAPN conta com equipe de residentes que podem ser considerados o futuro da Pediatria. Conversamos com a Dra. Elaine Cezário, formada em Medicina pela Unigranrio, e no segundo ano de Residência Médica em Pediatria na unidade. A estudante conta sobre a rotina no CTI Pediátrico e fala do vínculo que cria com os pacientes.

elaine cezario

Estar todos os dias avaliando e atendendo crianças no setor, cria laços afetivos entre profissionais de saúde e pacientes. Duas histórias que chamaram a atenção da Elaine, foram a da adolescente de 12 anos Thayssa de Souza, que entrou na frente de um caminhão para salvar o vizinho de 7 anos; e a do bebê de um ano, Thiago Gabriel, que seguiu o pai no momento em que saiu de casa para o trabalho, e acabou sendo atropelado por um carro.

Como foi o primeiro atendimento desses pacientes?

A Thayssa chegou pelo trauma da unidade no dia 10 de julho. Ela foi avaliada pela equipe do Trauma e foi direto para o Centro Cirúrgico. Na volta, ela deu entrada aqui no CTI Pediátrico. A partir desse momento, que eu comecei a acompanhar a paciente. Criamos um vínculo muito forte, eu fico brincando que ela é minha filha. Quando ela estava na fase mais grave, eu chegava aqui todos os dias com a expectativa de que ao final do dia ela tivesse uma melhora. E agora vê-la desse jeito, evoluindo bem, já conseguindo conversar e se movimentar, é muito gratificante.

A história do Thiago Gabriel também chamou muito atenção da residente:

O Gabriel está aqui há dois dias. Ele sofreu um atropelamento onde a roda do carro passou por cima da cabeça. Apresentando múltiplas fraturas de crânio, ele não precisou de cirurgia. Está fazendo apenas tratamento conservador e agora encontra-se estável, brincando e com boa evolução clínica. O que nos deixa muito felizes.

Por que você escolheu a pediatria?

Ser pediatra é um sonho de criança que estou realizando agora. Meu pai é médico, e me deu um estetoscópio quando eu tinha três anos. Eu brincava de ser médica das minhas bonecas. Nenhuma outra profissão passou pela minha cabeça, a Pediatria era o meu futuro.

Por que você escolheu o HEAPN para sua Residência Médica?

Quando era aluna de medicina, fiz estágio no Adão Pereira Nunes e gostei muito da estrutura do hospital. Eu fiz a prova sabendo que queria me especializar aqui, porque a unidade nos possibilita ver tudo, tem várias especialidades  e a Emergência é aberta.

Na prática, como é vivenciar rotina do CTI Pediátrico do HEAPN?

A rotina aqui só confirmou a minha expectativa. Onde posso ver o trabalho integrado das equipes, todos com o único objetivo de ajudar esses pequenos.

Quais os desafios do profissional de Pediatra da unidade?

Cada paciente que tratamos apresenta um desafio diferente e prazeroso. Estamos aqui para aliviar a dor de cada criança. E quando eles evoluem satisfatoriamente, é muito gratificante.

Existe toda uma construção cultural que coloca os médicos como heróis, você se enxerga assim?

Heróis não, acho que o pediatra na verdade é uma pessoa que escolheu cuidar dos “pequenos” com amor, zelando pela sua vida e amenizando cada sofrimento. Nem sempre temos o desfecho que gostaríamos mas lutamos até o fim, pois receber uma abraço, um sorriso e vê-los indo embora brincando, enche o nosso coração de alegria